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No dia a dia da gestão de uma empresa existem muitos pontos que precisam ser considerados e todo mundo sabe a importância do planejamento para todas as áreas de qualquer negócio.

Apesar disso, infelizmente, poucos são os gestores ou diretores financeiros que se atentam para o planejamento tributário e acabam comprometendo uma parte importante do orçamento dos seus negócios com o pagamento inadequado dos tributos.

É claro que isso pode acarretar em muitos problemas e situações desastrosas para a vida do seu negócio. Se você não tem o hábito de realizar um planejamento tributário ou sequer sabe por onde começar, continue a leitura e saiba tudo sobre esse assunto!

O que é planejamento tributário?

Como o próprio nome indica, o planejamento tributário envolve formas lícitas de se reduzir a carga tributária imposta a uma empresa. Isso significa realizar um estudo prévio definindo quais são os tributos necessários para a gestão do negócio dentro de um curto, médio e longo prazo.

Através do planejamento tributário, os gestores poderão projetar as atividades econômicas da empresa entendendo quanto deverão pagar de tributos em cada período e quais as formas mais interessantes de atuar dentro da lei, mas sem ter de pagar uma carga tributária mais alta, como, por exemplo, se aproveitando de incentivos e isenções fiscais interessantes para o seu ramo de atuação.

Além de ajudar a programar a vida financeira da empresa, o planejamento tributário ainda garante que nenhuma falha ocorrerá, como o recolhimento incorreto de algum imposto, resultando em multas e problemas mais graves em longo prazo.

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Por que eu devo fazer um planejamento tributário?

Depois de ler a explicação acima já deu para notar que o planejamento tributário é crucial para a saúde do seu negócio, não é mesmo? Veja algumas vantagens que essa prática pode lhe trazer:

  • reduzir a carga tributária a qual o seu negócio está exposto, afinal o Brasil é considerado o país com a carga tributária mais alta de toda a América Latina, por isso reduzir o que se paga com imposto ajuda a melhorar as finanças e a aumentar a competitividade do negócio;
  • adiar o pagamento de tributos, melhorando o seu fluxo de caixa e ajudando o seu negócio a trabalhar “no azul”;
  • aproveitar de incentivos fiscais que podem reduzir os seus tributos dependendo do que você produz, da onde você produz e do quanto de receita a sua empresa gera;
  • evitar “surpresas desagradáveis”, como a incidência de novos impostos que podem encarecer seus produtos e serviços (ou reduzir a sua margem de lucro) ou até mesmo de penalizações por deixar de arrecadar determinado imposto;
  • entender a sua realidade financeira para períodos de curto, médio e longo prazo, melhorando as suas projeções e tornando-a mais reais e viáveis;
  • ajudar a adotar práticas que melhorem a qualidade da informação fiscal e contábil do seu negócio.

Quais são os principais regimes de tributação?

Hoje no Brasil existem basicamente 4 regimes de tributação:

Lucro Presumido

Forma de tributação simplificada do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Podem optar por esse regime as empresas que:

  • Possuíram receita bruta total do ano anterior igual ou inferior a R$ 78 milhões ou R$ 6,5 milhões multiplicado pelos meses de atividade;
  • Que não estejam obrigadas ao Lucro Real devido à função que exercem.

Esse tipo de tributação pode ser interessante para as empresas que possuem uma margem de lucratividade maior que a presunção (ou seja, entre 1,6% a 32%, dependendo da atividade da empresa). Também é preciso analisar a COFINS e o PIS.

Lucro Real

É o lucro líquido do período apurado baseado em toda a movimentação da empresa. Em geral, praticamente todas as empresas podem optar pelo Lucro Real, contudo algumas são obrigadas a adotar esse regime, devido ao volume de faturamento que possuem (acima de R$ 78 milhões no ano calendário anterior) ou à função que exercem.

Uma vantagem interessante é que esse regime permite compensar créditos, débitos e prejuízos anteriores.

Simples Nacional

Modalidade de tributação simplificada aplicável apenas a Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Através desse regime, é possível recolher em uma só guia os seguintes tributos: IPI, IRPJ, COFINS, CSLL, PIS/PASEP, ICMS, ISS e CPP.

Cuidado para não confundir o Simples Nacional com o MEI, sendo que o Simples Nacional é o regime de tributação adotado pelo MEI (Microempreendedor Individual).

Como fazer o planejamento tributário da minha empresa?

Além de escolher pelo regime de tributação mais adequado a sua realidade, existem muitas outras questões que você precisa considerar no seu planejamento tributário. Veja algumas dicas importantes:

Crie um grupo de trabalho interdisciplinar

Muitos empresários ou contadores cometem o erro de tentar fazer um planejamento tributário sozinhos, ou apenas com outros contadores e tributaristas, o que pode gerar um plano que não tenha efetividade prática.

Além de contar com pessoas que entendem da área, se reúna também com profissionais das áreas de vendas, compras e demais operações do negócio.

Defina um cronograma

O ideal é que o as ações comecem a ser aplicadas no mês de janeiro de cada ano e sigam acontecendo durante todo o ano, permitindo analisar de forma completa a situação da empresa.

A partir do cronograma você poderá entender se a execução do que foi planejado está sendo realizada de forma adequada, evitando que seu planejamento falhe.

Recolha as informações sobre as principais bases de cálculos

Aqui, existem muitos itens que podem estar presentes dependendo do porte e da atuação do seu negócio, como:

  • Compras;
  • Faturamento;
  • Despesas operacionais;
  • Margens de lucro de acordo com a atividade econômica;
  • Despesas com a folha de pagamento;
  • Quadro societário;
  • Investimentos;
  • Entre outros.

Estipule cenários diferenciados

Outro erro muito comum na hora de realizar o planejamento tributário é se esquecer de considerar realidades distintas que podem acometer a empresa durante o ano base.

Por isso, é importante criar um plano mais conservador, um mediano e um arrojado, vislumbrando cenários diferenciados e evitando surpresas desagradáveis.

Alguns pontos importantes que a sua simulação deve abordar:

  • Alterações e mudanças que provocam impactos no mercado de atuação e no perfil de compra do consumidor, modificando a sua receita;
  • Variação de itens operacionais e alteração dos tributos que podem elevar ou reduzir a lucratividade;
  • Alterações do setor de compras que podem provocar mudanças nos créditos tributários;

Após realizar o seu planejamento tributário, cuide para que todos os setores designados cumpram o que foi acertado. Não adianta, por exemplo, decidir por uma mudança de fornecedor para otimizar os créditos fiscais se a equipe de compras não realizar o acordado. Muitas vezes o problema não está no planejamento, mas sim na execução.

Com essas dicas, ficou mais fácil entender a importância do planejamento tributário para as empresas? Ainda tem alguma dúvida? Deixe um comentário pra gente!

Simulador de créditos tributários