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Reduzir a carga tributária é uma das preocupações constante da maioria dos empresários. E isso não é por acaso, afinal, estudos mostram que é possível comprometer até 34% do lucro de uma empresa apenas com o pagamento de impostos.

Hoje, o Brasil é o 7º país que mais cobra impostos em todo o mundo e é claro que isso se reverte na saúde financeira do empresariado brasileiro, dificultando a vida de quem deseja empreender.

Se você também tem sentido a necessidade de reduzir a carga tributária do seu negócio, mas não sabe como fazer isso, continue a leitura e veja as dicas que trouxemos!

1. Evite sonegar

Muitos empresários acreditam erroneamente que a única maneira de pagarem menos impostos é sonegando. Além de essa ser uma prática criminosa e ilegal, ela ainda pode trazer muito mais malefícios do que benefícios ao seu negócio.

Lembre-se que, se a sua sonegação for descoberta, você terá de arcar com multas pesadas, que podem chegar a até 5 vezes o valor do tributo, além de estar sujeito a outras penalidades.

Além disso, quem sonega ainda incorre em custos extras com equipes, gestão, tempo e energia que poderiam ser usados para favorecer o crescimento do seu negócio.

2. Faça o planejamento tributário

Nos já abordamos aqui sobre a importância do planejamento tributário. Embora ele seja essencial para a saúde financeira de qualquer empresa, a maioria dos gestores ainda não o realiza.

Essa é uma ferramenta importantíssima para que você encontre os melhores caminhos para a sua atividade, definindo a tributação mais adequada para a sua atuação e porte, a possibilidade de receber incentivos fiscais ou isenções, entre outros.

Sem um planejamento tributário você pode correr o risco de pagar mais impostos do que o necessário e de estar encarecendo o seu produto final e tornando-o menos competitivo no mercado, comparado com outras empresas que realizam esse procedimento.

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3. Escolha a tributação correta

Existem três tipos de tributação possíveis e entender as suas características e indicações é essencial.

Simples Nacional: é indicado para micro e pequenas empresas, sendo um sistema simplificado de arrecadação, fiscalização e cobrança. Esse tipo de tributação é indicado para as empresas que apresentam altas ou médias margens de lucro, baixas despesas e tem como alvo o consumidor final.

Lucro Presumido: tipo de tributação na qual o cálculo de Imposto de Renda dos empresários não tem a obrigação de ser apurado por meio do lucro real. Ele é indicado para as empresas com margens de lucro reduzidas, folha salarial baixa e custos reduzidos com despesas operacionais.

Lucro Real: considera-se o lucro líquido que engloba o período com ajuste de adições, exclusões e compensações com a autorização da legislação fiscal. É recomendado às empresas que possuem lucro menor que 32% da receita bruta, folha de pagamento baixa, despesas altas e não dependem do consumidor final.

4. Use os incentivos fiscais

As empresas que optam pelo Lucro Real têm a possibilidade de investir uma parte do seu imposto em alguns tipos de incentivos fiscais, como: incentivo a projetos culturais e audiovisuais, fundo da criança e do adolescente, incentivo ao esporte e o programa de alimentação ao trabalhador.

Além de contribuir para a melhoria do social, ainda é possível reduzir a carga tributária e associar a sua marca a boas ações, melhorando o destaque da sua empresa no mercado.

Também é possível obter alíquotas menores ou até mesmo zeradas em alguns tributos federais como PIS, IPI, Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, COFINS e CSLL. Para isso, é essencial conferir as legislações estaduais e municipais – já que algumas prefeituras ainda oferecem isenções totais ou parciais sobre IPTU e ISSQN.

5. Conheça os créditos fiscais

O ICMS é um tributo estadual e que possui alíquotas que podem variar entre 7% e 18%. Dependendo da lei estadual, é possível que algumas empresas consigam ter isenções de ICMS.

Ainda é possível que as empresas obtenham crédito fiscal em determinadas operações como fretes de empresas transportadoras, consumo de energia elétrica para a produção de mercadorias destinadas à exportação, entre outros.

Outra situação é referente às empresas que recolhem o IPI (imposto sobre produtos industrializados). As empresas que recolhem esse imposto têm direito a crédito fiscal, assim como as que recolhem tributos com base no Lucro Presumido.

As empresas que usam a tributação de Lucro Real podem ainda conseguir crédito fiscal sobre o PIS e o COFINS, além de apurarem crédito tributário de gastos com locação de imóvel, energia elétrica, transporte, armazenagem e saída de mercadorias, entre outros.

6. Promova a recuperação administrativa e judicial de tributos

Através da revisão das atividades exercidas é possível que a empresa verifique inconsistências em relação ao pagamento dos tributos que estão sendo feitos de maneira errônea.

Ou seja, pode ser que a sua empresa esteja pagando mais imposto do que precisa e nesse caso você poderá ter direito à devolução – reconhecido pela própria Receita Federal.

Em alguns casos, para reaver essa quantia, você terá de buscar a Justiça para que consiga a devolução do valor pago, mas isso somente é possível dentro do prazo de 5 anos.

7. Pense na subdivisão da empresa

Se a sua empresa possui mais de uma forma de atuação, a subdivisão pode ajudar você a pagar menos impostos. Mas, antes de tomar qualquer decisão, lembre-se de analisar cuidadosamente o seu caso.

É preciso repensar toda a estrutura empresarial, de forma a considerar uma subdivisão da atividade da empresa em um conjunto de empresas responsáveis por cada fase, buscando o regime tributário mais interessante para cada uma delas.

Por exemplo, um centro automotivo que possui atividade mista (realiza a venda de produtos para os veículos e conta com serviços de manutenção) pode ter 30% ou mais da sua receita total vinda dos serviços prestados e pagar uma alíquota majorada em 50%, caso seja optante do Simples.

Separando a empresa em duas, poderia ser mais interessante, na prestação de serviços, optar pelo lucro real ou presumido e na parte de vendas, optar pelo Simples.

Com essas dicas, ficou mais fácil reduzir a carga tributária da sua empresa? Como você pode notar, todas essas alternativas passam pelo planejamento tributário adequado – algo essencial para qualquer tipo de negócio.

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